DeVAGAR Entre Bienais (Expo Badajoz) para terminar
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EXPOSIÇÕES

El Hospital Centro Vivo - Badajoz - Espanha

3.ª Bienal Internacional do Alentejo
 
BIALE_27 afirma em Badajoz a vontade de se mostrar ao Mundo
 

A BIALE_27, Bienal Internacional do Alentejo, afirmou-se na apresentação em Badajoz, Espanha, como uma manifestação cultural de vocação internacional, disposta a rasgar fronteiras e a abrir-se ao Mundo, depois do sucesso que foram as edições de 2023 e 2025.

Durante o evento realizado na Diputación de Badajoz, Carlos Godinho, diretor artístico da BIALE e presidente da ARTMOZ, associação cultural com sede em Estremoz, sublinhou a vontade de expandir um projeto que já reuniu mais de duas centenas de artistas, de Angola, Austrália, Brasil, Espanha, Equador, Estados Unidos da América, França, Geórgia, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça, e atraiu a Estremoz cerca de 4600 visitantes, nas duas edições já realizadas. “O nosso olhar abarca todo o Alentejo e projeta-se na Europa”, referiu Carlos Godinho, explicando que a apresentação da BIALE_27 em Espanha “não é um ato isolado, é o culminar de um percurso que começou com a audácia da ARTMOZ, em Estremoz, e que hoje se afirma como um projeto estruturante em Portugal e no contexto europeu, e numa visão para o Mundo.”

Carlos Godinho considerou que, após terem sido atingidos os primeiros objetivos, “o horizonte moveu-se. O orgulho que sentimos em Estremoz é agora o orgulho de um Alentejo que se mostra ao mundo com confiança. Por isso, apresentamos o novo símbolo, que representa para lá do Além Tejo. A BIALE_27 não é apenas um evento, é um compromisso com o tempo, com a terra e com as pessoas.”

O presidente da Câmara Municipal de Estremoz (CME), José Daniel Sádio, elogiou “o rasgo” assumido pela ARTMOZ e pelo seu presidente, na implantação da BIALE, “num País como Portugal, e no interior”, onde “apostar na Cultura não tem sido fácil, mas é um caminho.”

José Daniel Sádio recordou o apoio que a CME deu no impulso inicial do projeto, que considerou alinhado com a vontade de investir na Cultura, em Estremoz: “Casámos os dois interesses e temos aqui um desafio que agarrámos, dando espaço ao apoio para criar a BIALE_23. Foi um sucesso, uma pedrada no charco em Estremoz e no Alentejo.” O autarca estremocense voltou a reforçar, em Badajoz, a vontade de continuar a contribuir para o fortalecimento da BIALE, quando está lançada a edição de 2027: “Este é um projeto impactante que importa apoiar. E aqui estamos a mostrar aos nossos irmãos espanhóis uma exposição de grande qualidade internacional.”

José Daniel Sádio acredita que a BIALE_27 vai ser “integrada na Évora 27 e o sucesso está garantido”, convergindo na ideia da ARTMOZ ter a Bienal Internacional do Alentejo como parte do programa oficial da Capital Europeia da Cultura. “Vamos em frente. Acreditamos que a BIALE, com estas parcerias e outras que vão surgir, será um sucesso”, concluiu o presidente da CME.

Ricardo Cabezas, deputado da Cultura na Diputación de Badajoz e anfitrião do evento, realçou “o trabalho de intercâmbio cultural” que está a ser feito com Estremoz. “Somos uma instituição internacionalista, aberta ao mundo e estamos, por isso, abertos aos nossos irmãos portugueses. A cultura não tem fronteiras e, por isso, é para nós um prazer e uma honra acolher esta representação da BIALE.”

Foi ao som da música dos portugueses Sergio Galoh (voz e guitarra portuguesa) e Nélson Conde (viola campaniça) que a audiência se deixou encantar com a elevada qualidade da BIALE, patente na exposição DeVAGAR Entre Bienais, que reúne obras de mais de 50 artistas participantes nas edições de 2025 e 2023 e pode ser vista até 7 de junho no espaço cultural El Hospital, da Diputación de Badajoz, num convite declarado para a participação posterior na Bienal Internacional do Alentejo, em 2027.

“A exposição que hoje inauguramos, DeVAGAR Entre Bienais, é o prólogo perfeito. Com obras de artistas das edições anteriores, ela serve de ponte. Sendo a quinta exposição e a primeira para lá das fronteiras de Portugal, ela mesma é uma peça que simboliza a ligação entre os vários tipos e estilos artísticos”, referiu Carlos Godinho.

Agora focado no tema central EcoCultura, o programa da BIALE_27, proposto pela ARTMOZ, assenta em três vetores fundamentais:

  1. Arte. Contempla a participação de artistas nacionais e internacionais, e a realização de residências artísticas em quatro cidades do Alentejo – Beja, Estremoz, Évora e Portalegre –, havendo um momento final de mostra das obras realizadas, após a imersão dos artistas no território e o seu envolvimento com as comunidades locais;
  1. Ambiente. Realização de conferências, workshops e momentos de interação com escolas, municípios e centros culturais; envolvimento dos artistas residentes na promoção de práticas sustentáveis;
  2. Ruralidade. Valorização dos elementos culturais endógenos do Alentejo; estímulo de criações artísticas que reflitam sobre a identidade regional, do legado árabe até à contemporaneidade; realização de exposições que combinem tradição e inovação.

“Queremos valorizar os elementos endógenos como, por exemplo, o mármore, o barro, a cortiça e o cante, colocando-os em diálogo com a contemporaneidade. Do legado árabe, que ainda corre nas nossas veias e na nossa arquitetura, até às novas formas de expressão digital, a Bienal será o espaço onde a tradição não é uma peça de museu, mas uma ferramenta de inovação. Queremos provar que o interior é, na verdade, um centro vibrante de pensamento e criação”, explicou o diretor artístico da BIALE, Carlos Godinho.

A ARTMOZ, para além de projetar a BIALE_27 como participante na Évora_27, Capital Europeia da Cultura, conta ter a Bienal presente em mais três pontos do Alentejo, para além de Estremoz – Beja, Évora e Portalegre (Ponte de Sor) – consolidando a sua vontade de expansão, já expressa na transição da edição de 2023 para a de 2025, quando alargou a presença da exposição para além do Parque de Exposições de Estremoz ao Museu Berardo, ao  Centro de Ciência Viva e à Adega Vila Santa – João Portugal Ramos.

Estremoz, 10 de abril de 2026

Mais informação: António Varela,  biale.comunicacao@gmail.com

Após o sucesso das duas edições da BIALE (Bienal Internacional do Alentejo), já iniciámos os preparativos para a edição de 2027. A marca BIALE, concebida para as artes plásticas no Alentejo, começa a afirmar-se a nível nacional e a ganhar reconhecimento no contexto internacional. Queremos que o espaço da arte contemporânea explore os territórios nas suas dimensões culturais, enraizadas no passado e na história da região. A BIALE também cresceu noutras direções. Além do aumento do número de apoios — aos quais agradecemos a todos —, ampliou-se o número de espaços de apresentação da bienal. O caminho iniciado em 2023 começa agora a tomar forma, fruto do trabalho contínuo da A.R.T.M.O.Z. — Associação Cultural, com o apoio de diversas instituições públicas, privadas e do tecido empresarial do Alentejo. «DeVAGAR» é uma exposição itinerante que nasce do desejo de levar a BIALE a outras geografias, para além do Alentejo. Esta iniciativa pretende ser também um espaço de reflexão e diálogo, através de colaborações que valorizem o encontro entre territórios e práticas artísticas. Estar presente na Sala Vaquero Poblador, no El Hospital Centro Vivo, em Badajoz, é, portanto, mais um motivo de orgulho para a organização. Desejamos que a arte continue a ser um meio de educação, aproximação e descoberta do melhor que se faz nas artes em Portugal, cada vez mais perto de todos.

 

 

Carlos Godinho 

Diretor Artístico, BIALE

Presidente, A.R.T.M.O.Z – Associação Cultural